Neste artigo, explicarei o porquê acreditar em comunismo ou socialismo é inconcebível para mim. Isso da maneira menos direitista possível.

Uma mostra de respeito

Antes de tudo, quero deixar claro que não atacarei pessoa alguma nesta publicação, portanto, se é isso que espera, já me despeço aqui.

De um lado, possuo alguns amigos que tendem, inconscientemente, a apoiar ideias mais à esquerda. De outro, tenho outros amigos que as apoiam declaradamente. Para todos esses, gostaria de agradecer por me manterem como um amigo, assim como eu vos mantenho, mesmo que pensemos tão diferente. Gostaria, também, de pedir desculpas caso alguma vez tenha sido incisivo em demasia tentando validar meu ponto de vista. Quem me conhece sabe que reconheço meus erros e me desculpo por eles.

Tudo é questão de lógica

Como disse, não atacarei pessoa alguma, ou seja, caso não tenha ficado claro, não farei a abordagem comum da direita de falar mal de Marx, Gramsci, Lênin, Stalin, Lukács, Marcuse ou outros. Muito menos irei taxar a tudo e a todos como comunistas ou socialistas.

Por mais que eu seja de direita, e até entenda os motivos de quem faz isso (entender não é concordar, ok?), eu darei uma explicação lógica.

Eu não admiro sistema político totalitário e centralizador algum e nem alguma utopia política (beijão ancaps).

Partindo desta ideia, acredito que ninguém irá discordar que nazismo, fascismo e comunismo são grãos da mesma espiga de milho: a espiga do Estado totalitário, que interfere nas liberdades individuais e decide o que é melhor ou pior para a sociedade quando os convêm.

“Cê tá loko, béu? Comassim é tudo igual?”

Relaxa, chapa.

Por mais que eu seja de direita, quem me conhece sabe que nessa discussão eu não tenho conhecimento suficiente e, como tenho humildade e reconheço minhas limitações, prefiro não opinar. No meu ponto de vista, os dois lados têm pontos assertivos sobre o assunto: quem é de direita diz que nazismo é de esquerda (e se você observar, a propaganda nazista é IDÊNTICA à propaganda da Rússia comunista). Do outro lado, a esquerda diz que o nazismo é de direita (e se você for perspicaz, vai ter se perguntado alguma vez o porquê de os nazistas terem assassinado Olga Benário – espiã soviética).

Exemplo de propaganda nazista (esquerda) e soviética.
Exemplo de propaganda nazista (esquerda) e soviética.

Sob a ótica da centralização do poder e privação de liberdade, são, sim, todos iguais! As particularidades e os meandros para se chegar no fim (o Estado totalitário) podem ser completamente diferentes. Milho cozido não é igual ao milho assado, mas ainda é milho – e cada um enfia a espiga onde quer (risos).

Sendo de lá ou de cá, o fato é que a loucura não deve ser tratada com lógica. Não adianta falar que é isso porque aquilo porque em terra de louco a razão e a lógica não funcionam como conhecemos.

O poder corrompe

Voltando ao principal, vamos aprofundar um pouco mais a lógica (desculpem, mal de programador):

De maneira sucinta, a esquerda busca a igualdade por baixo, ou seja, basicamente, ela não quer que quem é pobre tenha a chance de se tornar rico. Ela quer que quem é rico banque toda a desigualdade social que o Estado até então foi incapaz de dirimir. Toda experiência mais radical de esquerda foi assim. China, Cuba, Rússia e Coréia do Norte são apenas alguns exemplos.

Deixo claro que não há nada demais em ser pobre. Nada, mesmo! Assim como não há nada demais em ser rico. O problema é que quando a igualdade é nivelada por baixo, temos uma questão:

Como trazer quem está mais em cima para o nível dos que estão mais em baixo?

Metaforicamente, para facilitar: como você faria para deixar todos os pregos na mesma altura?

Exemplo de desigualdade com pregos
E aí, como você resolve esta desigualdade?

Bom, se você pensou em usar um martelo, é assim que eu vejo como a esquerda enxerga a solução. Agora, preste atenção: se você tem o poder de igualar todos os pregos por baixo, isso significa que você é mais forte do que todos os pregos. Se você é mais forte do que os pregos, quem garante que você não irá aplicar suas forças contra os pregos quando quiser e ao seu bel-prazer?

Agora, troque os pregos pela população e quem bate o martelo pelo Estado.

O absurdo!

Acredito que a explicação supracitada, por mais que seja uma metáfora, explique bem como penso – e acho que ser mais sucinto, claro e lúdico é impossível.

Não sou anti-Estado. Não sou anti políticas sociais. Não sou “pró-burguês”, quiçá “anti-pobre” (essa expressão é horrível). Não concordo com exploração do empregador em cima do empregado e muito menos com pessoas que tenham uma vida subumana por conta de o destino não as ter dado oportunidades para que vivessem bem. Sou a favor de TODOS terem a liberdade e a oportunidade de irem atrás do que querem. Apoio situações a favor do POVO e que o POVO tenha a liberdade e o controle de mudar o que não o esteja agradando.

Tenho certeza de que você, que discorda de mim, pensa exatamente igual.

Honestamente, acredito que se há alguém que não concorda com tudo isso, então este é um facínora.

E a única forma de fazer tudo isso dar certo é tendo um Estado enxuto coeso e, mais do que tudo, eficiente. Um Estado que garanta nossa liberdade; que garanta nossa vida e nossa segurança; que garanta que tenhamos um lugar para descansarmos; que garanta nosso acesso à melhor educação. Enfim, que nos dê uma base igual para que tenhamos oportunidades de ganhar dinheiro, para ajudar aos outros e que garanta o livre exercício de nossos direitos por nós mesmos.

Quem é de esquerda clama que o poder é do povo e que o povo deve ser livre, deve ter o poder de decidir, deve ter direitos, deve ter o que comer, entre outras coisas (e eu concordo com tudo!). Mas em vez de exercerem todos estes direitos, vendem a concessão de todos eles a uma pessoa que faz exatamente o contrário. Uma pessoa de uma ideologia que te promete o frango, te faz pagar o frango, mas te dá os ossos no final. Uma ideologia que, embora pregue tudo isso, na verdade prega todos os pregos por baixo e mantém a posse do martelo consigo.

Imagem que reflete o ridículo
Bom… é ridículo!

Ao invés de ajudar aos que estão embaixo para que subam, ela desce aqueles mais acima, deixa todos iguais (só que por baixo!), priva você de tudo, te dá oportunidade de fazer absolutamente NADA (limitando-se apenas àquilo que ela permite). Eles exploram problemas existentes e compram-te com soluções demagógicas. Em seguida, pioram ainda mais os problemas (a crescente segregação de negros e brancos, por exemplo), criam problemas mais graves ainda e depois vêm com a solução dos problemas que eles próprios agravaram, com a solução para os novos problemas que criaram, abastecendo a todos com migalhas, enquanto vivem uma vida melhor que a de todos e o restante vive uma realidade distópica.

Este tipo de atitude cria pessoas dependentes e inertes. Pessoas que não têm atitude e que sempre vão esperar alguém dar algo a elas, porque sabem que não precisam se esforçar demais, afinal uma hora vem. Trocando em miúdos, cultiva pessoas acomodadas e mimadas. Pessoas medrosas que têm medo de agir e precisam de alguém que aja por elas. Pronto: é a fórmula perfeita da submissão. “Toma teu pouco e deixa comigo”.

Falar que o poder é do povo e não fazer nada a favor de você mesmo e de seus semelhantes é muito fácil – e até hipócrita. Se o povo é soberano, sua soberania não deveria ser delegada a ninguém e se ainda assim for delegada sem supervisão, então ela já não é mais do povo e sim de quem passou a tê-la. E este absurdo eu não aturo.

Palavras finais

Para quem não entendeu o que eu disse, reitero que a existência do Estado é essencial e deixei claro onde ele deve agir e ao que deve se limitar, na minha opinião. O que não dá para aceitar são pessoas confiando seus direitos e liberdades de maneira cega a pessoas de ideologias demagógicas que te privam de tudo aquilo que elas próprias juraram garantir, proteger e ampliar. E mais do que isso: não dá pra aceitar pessoas reclamando achando que a política é feita de cima pra baixo; achando que os políticos vão mudar a população.

É totalmente o contrário: a população faz toda e qualquer mudança. A mudança vem de baixo para cima! Não venda seus direitos e liberdades. Exerça seu poder como cidadão e cidadã. Pare de reclamar e se mexa! Sim, é difícil, não é nada cômodo, mas entenda que, quando você delega seu direito a outra pessoa sem a devida supervisão, você não tem mais controle sobre ele. Mude sua realidade, mude as pessoas à sua volta, ajude aos outros, espalhe boas ações.

Eu acredito que a prosperidade é fruto de seu esforço. A prosperidade da nação é fruto dos esforços conjuntos da nação, portanto. A solução não está, assim como nunca esteve, em candidato nenhum e a classe política é um reflexo da sociedade, afinal, é de lá que ela vem. Ser proativo muda a sociedade e só uma sociedade em movimento muda os rumos políticos.

Mas e você? O que acha? Comenta aí em baixo e faça parte da mudança!

Agradecimento especial

Agradeço ao meu irmão pela existência desta publicação (o qual já muito sabe pela idade que tem, se comparado aos demais semelhantes). Foi através de conversas e brincadeiras com ele que esta ideia surgiu. Minha responsabilidade ao fazer dele uma pessoa melhor é enorme e ele acaba me melhorando também. Muito obrigado!

Ele ainda não teve tempo de editar isso daqui, Mas o mano é gente boa, podpá!