É engraçado como a partir do momento em que temos um retrospecto negativo passamos automaticamente a ser parciais, desconfiando e até desacreditando de qualquer fato posterior semelhante. Nos últimos dias esse pensamento me veio à tona enquanto acompanhava as notícias do jornal, e achei interessante compartilha-lo, pois, além de ser uma reflexão naturalmente interessante, também se refere ao nosso Brasil e seus (atuais) principais personagens: Michel (Golpista?) Temer e Raquel Dodge (Fabricante de veículos extremamente difíceis de controlar, quem joga games de corrida sabe bem).

Para começarmos, vamos fazer uma pequena regressão e voltar para o dia 8 de agosto de 2017, quando Raquel Dodge, escolhida pelo presidente Michael Temer a partir da lista tríplice que elege os Procuradores Gerais da Republica. Visitou o presidente Michel Temer no palácio do Jaburu (Que em tupi significa pescoço inchado) dias antes de sua posse. Até então nada demais correto? Sim, mas, segundo apuração da repórter da GloboNews e do G1 Andreia Sadi, esse encontro aconteceu às escuras, durante a noite, fora da agenda presidencial. Vale lembrar, que esse fato não é novo, já aconteceu uma certa vez, quando um certo empresário de carnes visitou nosso querido presidente, acho que todos sabem o que deu né? Enfim, este fato gerou uma grande repercussão e desconfiança na época pois qual seria o motivo deste encontro? Por que a nova procuradora geral da republica se encontraria fora do horário e fora dos registros com o presidente do país, sendo ela a responsável por dar andamento aos processos de investigações contra ele?

Bem, logo após a divulgação desta notícia, a própria Dodge confirmou que, de fato, havia se encontrado com o Presidente, e que o tema do seu encontro seria sobre a sua posse, pois o Temer viajaria para abrir a assembleia geral da ONU em Nova Iorque, e gostaria de adiantar a posse da nova procuradora e acertar os detalhes da cerimonia antes da sua partida. Bem, não preciso dizer que ninguém acreditou nessa história né? Um assunto desse ser tratado pessoalmente durante a noite?Dois áudios via WhatsApp resolveriam. Essa descrença fez com que muitos pensassem que a escolha de Dodge para o cargo nada mais era que um conluio, Temer já teria escolhido ela pois sabia que poderia negociar e ter a PGR sob controle para não sofrer risco de impcheament e prisão. E as teorias não pararam por aí.

Bom, vamos voltar a 2018, quando o engraçado acontece, e o motivo deste artigo começa a fazer sentido (ou não). No dia 2 de março de 2018, Raquel Dodge revê uma decisão tomada pelo seu antecessor no cargo, Rodrigo Janot, que excluía o presidente Temer de ser investigado em mais um caso da Oderbreacht que teria realizado pagamentos a políticos por facilidades na Secretaria de Aviação Civil. Dodge considerou com base nas delações que Temer precisaria sim, ser incluído no inquérito e ser investigado, mesmo hoje sendo presidente.

Então vamos refletir, comparando a primeira com a segunda noticia, há um contrassenso certo? Na primeira temos um tipo de sentimento, e na segunda, não vemos nada errado, somente o que deveria de fato ocorrer. E é nisso que queremos chegar, quantas notícias são totalmente imparciais, mais em cima delas depositamos o sentimento e nossa opinião, o que é natural, e aí começamos a passar nossas opiniões para o emissor da notícia, como se fosse culpa deles nos sentirmos aquilo, e então surgem pensamento dissidentes disso #MidiaGolpista.

Acontece que um dos maiores problemas do Brasil sempre foi e sempre será o viralatismo, e diante a um cenário político bem conturbado como está o nosso isso fica ainda mais evidente. Mas! Temos que acompanhar o fato do início ao seu fim, e não pegar coisas isoladas e fazer disso um escarcel. Aguarde e confira sempre, pois algumas coisas começam errado neste país, mais seguimos estrada, pois a carga se ajeita, e posteriormente pode dar certo sim.

Não sabemos o que realmente acontece, não sabemos como é a relação entre Dodge e Temer, não sabemos se isso tudo é ou não um grande conluio, mas vamos aos fatos. A procuradora geral da república está cumprindo sua função, está fazendo o seu trabalho. Temer, apesar de poder ter escolhido alguém mais… “favorável” à sua causa, escolheu Dodge, dando a ela condições de trabalhar, mesmo sabendo que ela poderia fazer mal a ele próprio. Então, se analisarmos os fatos, as coisas estão funcionando como deveria neste pais, mantenhamos a desconfiança sim, mas que nos atentemos a acompanhar OS FATOS do seu início ao fim, deixando o máximo de opinião, sentimentos, e de previsões da mãe Diná (que Deus a tenha) de lado.

Fontes: http://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/temer-recebe-raquel-dodge-no-palacio-do-jaburu.html

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/03/fachin-atende-pedido-de-rachel-dodge-e-inclui-temer-em-inquerito.html

www.politize.com.br/procurador-geral-da-republica-o-que-faz/

Apenas um rapaz latino americano que busca seu lugar ao Sol, formado em Tecnologia da Informação porém amante de humanas. Ao se deparar com diversas situações do dia a dia, reflete sobre todas elas, e dessas reflexões as vezes sai uns conteúdos bons que a gente posta por aqui mesmo.