Se você clicou no link do artigo com ânsia e ódio por conta do resumo, calma! Calma, que irei explicar exatamente do que se trata este artigo e qual minha posição em relação à mulher na sociedade, de uma maneira geral.


 

A mulher da imagem é Dora Thewlis.

Primeiro de tudo: parabéns às mulheres.

Antes que você venha me criticar, dizendo que a data não é comemorativa, e sim reflexiva, eu parabenizo as mulheres pura e simplesmente pelos FATOS de que conquistaram muito espaço na sociedade desde o século XIX, e principalmente XX, e por ainda terem forças para lutar mediante às várias intempéries.

Depois de explicada a parte chata…

A minha visão sobre as mulheres é a mais otimista possível. Tendo uma mulher como principal provedora da casa por vários anos quando criança (famosa minha mãe), eu cresci vendo, e convivendo, com os problemas e percalços na vida de uma mulher – solteira, como se ainda fosse pouco. Tempos complicados.

Pessoalmente, sempre tive orgulho de mulheres que se punham afrente de imposições masculinas. Mulheres que se autorrespeitam e que não se dobram às mais diversas dificuldades, mesmo em momentos que seriam claramente “mais fácil” pegar outro caminho. Confesso que acho lindo o fato de a mulher poder votar, trabalhar, estudar, fazer aquilo que ela quiser e, enfim, seguir aquilo que ela, de fato, deseja.

Até aqui, quem lê fica com a impressão de que ser mulher é a mesma coisa que ser homem, socialmente falando. Bom, sabemos que não é bem assim. Por mais que hoje possuam muito mais liberdades e direitos as coisas não são como gostaríamos de ver.

Acúmulo de tarefas dificulta as coisas

A mulher ainda é vista e interpretada como aquela figura exclusivamente materna, com uma rotina fixa: acorda cedo, faz o café para o marido (junto de sua marmita) e crianças, arruma-as para a escola, volta para casa, limpa, coze, lava e passa roupas, busca as crianças na escola, volta para casa, prepara a janta para o marido, que é o patriarca, e mantém a casa. Ah, nos intervalos entre cada atividade, ouve TopFM, durante a manhã, e assiste novelas (a maioria delas reprisada).

Muita coisa, né? Não posso mentir e falar que, hoje, as coisas não são mais assim. Mas posso dizer que, agora, as mulheres participam muito mais na sociedade e economia (e muitas delas ainda fazem muitas das atividades supracitadas, além de viverem suas vidas pessoais. Já parou para pensar no valor que isso tem?

Mesmo com todo esse avanço, a mulher ainda não tem a liberdade social/econômica do homem. A mulher que diz que “pega” todo mundo mesmo, ainda é piranha. A mulher comprometida que sai para bares/baladas com outras mulheres ainda é suspeita e, com certeza, vai trair. A engenheira ainda não é tão boa quanto um engenheiro, por isso ganha menos.

Para alcançarem tudo o que merecem, é preciso que as mulheres mostrem do que são capazes e, para isso, podem contar com a ajuda masculina, além do feminismo. Não sou fã do movimento feminista que hoje se instala. Eu sei que feminismo não é o contrário de machismo, mas não é bem isso que vemos na prática. Vemos muitas mulheres dizendo-se abertamente contra homens, com a flâmula do feminismo. É justamente dessas “feministas” que eu me oponho. Apesar de não representarem as mulheres que realmente buscam igualdade, e estarem em menor tamanho, estas ainda fazem um barulho chato, distorcem e ofuscam o caminho daquelas que realmente buscam não ser menos que os homens, quiçá mais.

Por que falar de feminismo?

Bom, as mulheres têm, SIM, que lutar pelos direitos, e precisam fazer isso mudando a cabeça dos homens (utilizando-os como ferramenta, reitero). O que acontece é que algumas representantes equivocadas, dizendo-se do feminismo, fazem justamente o contrário: segregam ainda mais a história e dão razão aos homens machistas que, através do repúdio destas, veem argumentos para continuarem com o machismo (por mais que na cabeça deles machismo seja algo inexistente). Mas falemos de feminismo em outra hora. Talvez façamos até um podcast.

É revoltante termos tudo isso e mais um bocado de preconceitos com mulheres simplesmente pelo fato de serem mulheres! Isso, com toda razão, gera uma corretíssima vontade de reivindicar direitos. Por outro lado, é satisfatório saber que, a cada dia mais, as mulheres ocupam cargos de importância altíssimos, pau-a-pau com os homens, como a CEO da AMD, Lisa Su (que realavancou a AMD no mercado de processadores, com a linha Ryzen), entre outros exemplos, em diversas áreas. Citei o mercado de tecnologia porque é um nicho extremamente masculino e onde o interesse feminino é, de fato reduzido, embora, felizmente, existente. Sim, ainda ganham menos, ainda têm entrevistas mais difíceis e empecilhos com filhos e licença maternidade, fora uma série de coisas.

Lisa Su – Taiwanesa (Ou Formosina)

Terminando, a mulher, honestamente, é o exemplo vivo e mais impactante do que é força e resiliência, tendo, cada vez mais, ocupado seu real lugar no mundo, e este exemplo pode ser visto em qualquer lugar de nossa sociedade. NADA justifica a inferiorização da mulher seja em direitos, costumes, cultura, comportamento ou qualquer outra coisa. Para todos que julgam a relevância da mulher, pensem que vocês nem estariam aqui se não fossem elas (mas pensem direito, porque não é só de gravidez e parto que estou falando).

Novamente, parabéns a TODAS as mulheres. Avante!

Referências

https://en.wikipedia.org/wiki/Dora_Thewlis

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/03/1864604-entenda-o-dia-da-mulher-confira-fatos-marcantes-da-historia-da-mulher.shtml

http://obviousmag.org/amarse/2015/o-papel-da-mulher-na-sociedade.html

https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/o-papel-mulher-na-sociedade.htm

https://epoca.globo.com/economia/noticia/2017/07/o-valor-de-uma-mulher-no-mercado-de-trabalho.html

https://www.cartacapital.com.br/blogs/brasil-debate/a-insercao-da-mulher-no-mercado-de-trabalho-brasileiro  (especialistas apontam que não é bom confiar em cartas. Até porque, hoje todo mundo usa e-mail)

https://www.vagas.com.br/profissoes/acontece/no-mercado/7-fatos-sobre-mulheres-no-mercado-de-trabalho/

https://canaltech.com.br/hardware/AMD-nomeia-seu-primeiro-presidente-executivo-mulher/

Ele ainda não teve tempo de editar isso daqui, Mas o mano é gente boa, podpá!